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Lugar pra se colocar idéias, bobagens e loucuras da vida anônima.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Essa semana no PAU...

Olá queridos da minha blogsville!

Como já é sabido eu vivo de sumiços... Mas vamos combinar que estou por aqui uma vez por semana. Claro que não é o suficiente, mas dá pra matar um pouco a saudade.

Faz um tempo que não posto nada da minha coluna no PAU pra qualquer obra. Então para aqueles que não conhecem o site, ou que ainda não tiveram tempo de passar pra me ver...



Durante o Mundial de Atletismo de Moscou, na Rússia, alguns atletas mostraram que são contra o governo radical de seu país, expressando-se da melhor forma possível contra os atos homofóbicos com belos selinhos. Já no esporte brasileiro, o “primeiro passo” contra a homofobia aconteceu justamente num ambiente dito predominantemente heterossexual, o futebol. Um jogador do Corinthians, Emerson Sheik, protagonizou uma cena que chamou atenção de todos. Em uma foto publicada nas redes sociais, ele aparece dando um beijo em outro homem (foto, à esquerda).
Ao contrário do que muitos pensam, o jogador não teve a menor intenção em defender a causa LGBT. Segundo o mesmo, foi “apenas uma brincadeira”, de algo que para ele sempre foi bem normal. Mas como em nosso País futebol é religião, tornou-se uma inquisição. Nada no seu ato foi heroico e, mesmo assim, depois de explicar-se para a torcida alvinegra, ele não foi perdoado. Tudo isso foi motivo de inflame na torcida dos machões e até a demissão do jogador foi solicitada ao Corinthians.
Se por todo mundo o futebol sempre carregou esse estigma machista, no Brasil a coisa é muito pior. Aqui se você não gostava de futebol na infância era maricas, baitola, viado, gay. Tudo por você não gostar de correr atrás de uma bola. Por isso, imagine como ficou a cabeça desses torcedores másculos, que são homem até debaixo d’água, quando souberam que seu jogador beija meninos, mesmo que na brincadeira?
Por mais que Sheik não tivesse a intenção de abraçar a causa LGBT, o que ele fez mostrou como nosso País é preconceituoso. O episódio envolvendo este esporte, que tem como objetivo unir os povos sem distinção de raça, sexualidade e religião, teve dois momentos. Um momento característico de um atleta e seu comportamento, mostrando que são guerreiros, dentro e fora do jogo. E outro, bem característico do ser humano, a covardia e o preconceito. Dos outros.

*Texto publicado na minha coluna semanal do Pau pra qualquer obra


7 comentários:

Anônimo disse...

Anônimo em um dos seus textos no pau vc escreveu: "É seu dever mostrar para sua mãe que nada mudou só porque você gosta de mulheres e não de homens", não seria o contrário?


anonimo.com disse...

menino! pois num é que é... muito obrigado... terei que rever.
=D

Frederico disse...

Por isso que n gosto de futebol, muito preconceito para pouca graça.

FOXX disse...

temos que aplaudir mesmo o Sheik!

Homossexual e Pai disse...

a Russia tá com uma cara de Afeganistão!

Fred disse...

Menos Rússia!
Mais coxas, ops, digo, futebol!

Sumido eu?
Sumido o senhor!!!
Só que saber de PAU agora e pro Fredão nada... hahahahaha!
Bjs!

Gera Souza disse...

Independente da forma como tudo aconteceu, achei brilhante a postura do Sheik! Mais um chute nos colhões da "macheza futebolística"!! Virei fã!!! Abs